quarta-feira, 13 de abril de 2011

Diretor da IATA alerta para necessidade urgente de investimentos em infraestrutura


foto: aqui

Uma comissão de diretores brasileiros e da América Latina da IATA (International Air Transport Association) organizou na última terça-feira (15) uma recepção para o diretor geral do órgão, Giovanni Bisignani, no Centro Britânico, em São Paulo. 

Bisignani aproveitou a ocasião para elogiar a decisão da Presidente Dilma Rousseff de alocar esforços estratégicos para a aviação e tomar medidas para preparar o Brasil para sediar os eventos esportivos que o país receberá nos próximos anos. Estiveram presentes na cerimônia o Diretor de Comunicação Corporativa Anthony Concil, o Diretor do Brasil, Carlos Ebner e o Diretor para América Latina e Caribe Patrício Sepulveda. 

Para o Diretor Geral da IATA, a criação de uma Secretaria de Aviação Civil com status de ministério é uma oportunidade de alavancar as mudanças necessárias para melhorar a competitividade da indústria aeroportuária. Durante o café da manhã para convidados, incluindo a organização da Airport Infra Expo, Bisignani ressaltou a necessidade de se investir em áreas como infraestrutura e marco regulatório, gerenciamento de tráfego aéreo, meio ambiente e eventos esportivos, todos assuntos que serão tema de painéis no 1º Seminário Internacional de Infraestrutura Aeroportuária da América Latina. 

Infraestrutura

De acordo com Bisignani, o modelo da Infraero que controla 94% dos aeroportos do Brasil é obsoleto. “Terminais em 13 dos 20 maiores aeroportos não comportam a demanda atual. São Paulo, que responde por 25% do tráfego do Brasil, está em estado crítico, com serviços que não correspondem aos padrões internacionais”, alerta. O modelo de concessão, segundo Bisignani é um caminho viável, desde que “acompanhadas de uma regulação transparente, economicamente independente e robusta, apoiada em consultas efetivas à indústria”.

Tráfego Aéreo

A IATA solicita que o governo Federal apóie os esforços já iniciados pelo DECEA para tornar os procedimentos operacionais mais eficientes. “As empresas aéreas investiram em aviônicos para obter melhoria na eficiência dos voos, mas a infraestrutura em solo não acompanha a capacidade no ar”, apontou. A IATA ainda tem estimulado o próprio DECEA a adotar um processo de melhorias contínuas com base em análise de dados de desempenho.

Meio ambiente

A aviação já está comprometida a com a redução de consumo de combustível em 1,5% ao ano, até 2020, limitando as emissões de carbono a partir de 2020 com crescimento neutro e cortando as emissões pela metade (usando dados de 2005) até 2050. Para Bisignani, o Brasil precisa apoiar essa iniciativa global, com medidas práticas em aeroportos nacionais, “o que significa parar a iniciativa da cidade de Guarulhos de impor taxas ambientais que são contraproducentes para os esforços globais, e o governo precisa acompanhar a iniciativa da TAM com os voos de teste com biocombustíveis sustentáveis”, sugeriu.

2014 e 2016

Quanto aos grandes eventos que o Brasil vai sediar nos próximos anos – a Copa do mundo 2014 e Jogos Olímpicos 2016 – Bisignani foi pontual: “sem profundas mudanças, os aeroportos do Brasil não serão capazes de atender com sucesso a Copa da Fifa ou aos Jogos Olímpicos. O tempo está se esgotando para grandes projetos de infraestrutura. O que quer que seja alcançado, precisaremos fazer com que a infraestrutura atual funcione muito mais eficientemente e com melhores resultados”. O diretor da IATA sugeriu que os órgão com atuação em aeroportos – ANAC, Infraero, Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa e Agricultura – institucionalizem um regime de cooperação.

Airport Infra Expo

A IATA é uma das principais apoiadoras da Airport Infra Expo. Para Bisignani, o evento é um exemplo de perseverança na mobilização e fortalecimento do setor e na tentativa de reunir esforços para a elaboração conjunta de novas diretrizes. Veja a opinião de Giovanni Bisignani sobre a Airport Infra Expo:

Qual a importância da soma de esforços dos atores do setor para melhorar a Infraestrutura brasileira? Por que é importante para a IATA apoiar essa iniciativa? 

Dou boas-vindas ao evento porque é muito difícil se ter uma indústria de sucesso sem uma infraestrutura de sucesso. Vocês têm uma oportunidade importantíssima e nós apoiamos ações que mobilizam os atores em torno dessa questão. Um das coisas mais importantes, e também um dos desafios do evento, é conseguir criar espaço para se dar uma voz forte ao governo, e isso está faltando. Mas eu tenho a esperança de que vocês terão a sorte que eu não tive. Quando programei minha viagem para o Brasil, achava que ia me encontrar com o novo presidente da Infraero e o presidente da Secretaria Especial de Aviação, mas isso não aconteceu. Espero que na feira eles já tenham sido definidos e estejam presentes na abertura. 

Grandes eventos são uma grande oportunidade ou um grande risco, se não houver uma infraestrutura adequada eles podem destruir a imagem do país. Eu fiquei chocado quando cheguei a São Paulo novamente e percebi que nada mudou, nada foi feito. Mas eu também quero trazer uma visão otimista, porque tive oportunidade de estar na Índia, que tinha o mesmo problema do Brasil. Eles tiveram a capacidade de mudar e tiveram sucesso com recentes eventos esportivos (Commomwealth Games). Por que o Brasil, país que tem um papel tão importante na economia, não pode também promover essa mudança? Um de seus vizinhos, a Argentina, renovou o parque aéreo de forma muito eficaz e com regulação forte e eu pude parabenizar a presidente Cristina Kirchner por isso. 

A privatização não funcionou muito bem em outros países, por que acha que pode funcionar aqui?

Por que o modelo de privatização é uma grande oportunidade? Porque dessa forma o Brasil pode investir dinheiro público em outros setores e a iniciativa privada pode fazer esse investimento, o risco é que para a privatização funcionar, tem que haver um regulador transparente e rígido com as companhias aéreas e aeroportos. A concorrência é muito boa, positiva, faz baixar preço e aumentar oferta. Nos aeroportos temos um monopólio e isso é ruim porque não estimula a concorrência. Pude ver exemplos bons de privatização na Argentina e na Índia. Exemplos ruins tenho muitos para dar; existe risco para o governo, é preciso ter muita atenção se for por esse caminho. 


* Matéria publicada no site da Airport Infraexpo, que acontecerá entre os dias 26 e 28 de Abril, em São Paulo. 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

domingo, 10 de abril de 2011

Embarque GM no Porto de Rio Grande

Há algumas semanas atrás, o Porto de Rio Grande realizou operação de desembarque de veículos da GM.

O navio Canadian Highway com bandeira do Panamá, que está desembarcando os veículos da GM, atracou no Porto do Rio Grande na noite do dia 30 de março. Entre a mercadoria, há 1.350 carros do modelo Agile fabricados na Argentina, 585 carros do modelo Captiva fabricados no México. Já os 267 veículos Chevrolet Camaro foram fabricados nos Estados Unidos, assim como dois modelos do Chevrolet Malibu.

Os veículos estão sendo estacionados nos pátios automotivos e demais áreas para estacionamento no Porto do Rio Grande. Os carros irão passar por um processo de nacionalização, faturamento e distribuição nas concessionárias do território nacional.

Representantes

Em visita ao superintendente esteve a gerente de Relações Governamentais e Públicas da GM, Daniela Kraemer, o gerente do departamento governamental, Marcos Munhoz, o gerente de operação, Ângelo Christ, do departamento de logística, Priscila Savoia, e o diretor de Negócios da Cisa Trading, Sérgio Tanibata. Na temática da reunião esteve a demonstração de interesse por parte da GM em aumentar a operação no porto rio-grandino.

“A reunião serviu para reafirmarmos parcerias e destacar a importância que tem o Porto nas importações de carros pelo RS. Prospecta-se o futuro dessa parceria e seu papel para a geração de emprego e renda na região”, afirmou Lopes.

Confira abaixo as fotos do navio Canadian Highway sendo descarregado.

Fotos e informações: Assessoria do Porto.